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30 janvier Nem olha pra mim que não fui eu...Sinto uma tremenda compaixão pela corrupção no Brasil. A coitada tornou-se bode expiatório de todos os problemas que surgem, a qualquer momento, em qualquer lugar do país. Minha unha encravada está doendo? Culpa das licitações feitas nas coxas para favorecer lobistas! Meu filho não pega no sono e não deixa o resto da casa dormir? São os mensaleiros, claro!
Outro dia eu estava acompanhando uma fila em um posto de saúde do INSS. Era umas 6 da manhã, e eu estava lá a trabalho. O primeiro da fila era um homem que carregava alguns papéis, e dizia que tinha ido ao posto para tentar uma aposentadoria por invalidez. Ele dizia que tinha dois laudos que comprovavam que ele não era capaz de trabalhar, mas que a perícia havia indicado o oposto. Entre muitos impropérios, afirmativas de que se não conseguisse a aposentadoria ele acabaria se tornando um ladrão e outros, ele soltou um "Mas o fato é que os verdadeiros bandidos estão é lá no Congresso". Como se a culpa pelos problemas do, sei lá, joelho dele fossem culpa da Câmara.
Falar mal de deputados e senadores brasileiros virou lugar-comum. São a entrada de almoços empresariais, o petisco das conversas de boteco. Ultimamente, no entanto, tanto preconceito tem se tornado levemente indigesto para mim. Não vou, é claro, absolver todos. Temos casos óbvios e claros de peculato (não sei se isso conta em termos de funcionários públicos eleitos), que saíram na imprensa e depois sumiram, o que é um absurdo ético. E outros que não sumiram, mas não obtiveram nenhum resultado concreto, e estão fadados ao limbo das notícias esquecidas. Não afirmo que essas questões não existam. O problema está é na generalização. Assim como nem todos os cidadãos de bem são realmente honestos, nem todos os políticos são corruptos.
Quando encontramos uma carteira no chão e pegamos o dinheiro, a culpa é nossa, não do governador. Quando fingimos não perceber o troco dado a mais no supermercado, o erro não é do ministro da Fazenda. É nosso, exclusivamente nosso. É muito cômodo colocarmos a culpa no outro, nos absolvendo. Uma ferramenta de auto-defesa da nossa consciência, para dormirmos mais tranqüilos. Então escolhemos o alvo óbvio, nossos representantes democraticamente selecionados. E tome "ladrões de terno", "corruptos imundos" e "safados do Congresso".
Algum tempo atrás redigi um artigo aqui nesse mesmo espaço, defendendo o injustiçado Gérson (grande Gérson!) das acusações de que ele seria o exemplo da postura brasileira de querer sempre se dar bem a qualquer custo. Não quero me contradizer, mas o fato é que nosso Congresso é reflexo de nossa educação política. Se nos queixamos da corrupção impregnada em nosso parlamento, devemos pensar que eles foram escolhidos por nós (sim, por todos nós, e não só pela "massa inculta nordestina", como alguns insistem em espalhar por aí) para agir como dizemos que agem. E que, se alguns deles conseguem dormir tranqüilos à noite, é porque têm consciência de que estão lá por nossa única e exclusiva culpa. 25 janvier Hummm... Pastilhas!Sei que textos sobre economia são chatos. Eu também preferia falar só sobre política, ou ficar escrevendo meus contos (surrealistas?). Mas muito me espanta que, com tanta cobertura sobre o PAC, Projeto de Aceleração do Crescimento do governo, nenhum jornalista engraçadinho tenha feito a associação óbvia com o famoso jogo de Come-Come que, para quem não sabe, originalmente se chama Pac-Man. Na ausência de jornalistas engraçadinhos, o estudante engraçadinho de jornalismo faz o serviço. Coisa de estagiário. Criado em 1980 por Toru Iwatani, um designer japonês (sempre eles...), Pac-Man rapidamente tornou-se um clássico dos games. Basicamente o jogo consiste em dirigir um personagem redondinho por um labirinto se alimentando de pastilhas que ficam pelos corredores, enquanto quatro fantasminhas saem de uma prisão e o perseguem. Em cada um dos quatro cantos do mapa existe uma pastilha maior, que permite ao nosso herói (a coisinha redonda) retaliar a caçada dos fantasminhas. Uma curiosidade: originalmente o jogo chamava-se Puck-Man (em homenagem a uma criatura lendária japonesa, o Puck, famoso por seu apetite) mas, com sua exportação para os EUA, preferiram mudar para Pac-Man. Afinal, crianças poderiam facilmente mudar "P" por "F", e surgiriam um bocado de processos politicamente corretos.
Agora, a ligação com o projeto do governo. Imagine que o nosso herói redondinho seja o crescimento do país. Sim, é muito metafórico, mas faça um esforço de abstração. Imagine que as pequenas pastilhas, que estão por todos os corredores, são os elementos que juntos levam o país ao sucesso (o famoso "Next Level"). São o equilíbrio das contas, desenvolvimento do comércio e da indústria, igualdade na distribuição da renda, essas coisas. Os fantasminhas são as coisas que podem prejudicar o crescimento - carga tributária excessiva, corrupção, essas outras coisas.
Basicamente, eu vejo as medidas do governo como uma tentativa de dar ao crescimento mais pastilhas grandes para destruir fantasminhas do que as quatro originais. É uma tentativa de dar um auxílio ao país, um fôlego. Só que podem não ser suficientes. Pode ser que ao invés de, sei lá, oito pastilhas a mais (e que dariam a certeza de chegar à proxima fase), o governo só deu mais duas. Ou nem isso - fingiu que deu oito, especialistas acham que foram duas e na verdade foi uma ou nenhuma. É o "espetáculo do crescimento", que eventualmente fica só no aspecto teatral do espetáculo mesmo.
Não custa lembrar, também, a cruel coincidência das coisas. Pac-Man vem dos anos 80, mesma época do "milagre desenvolvimentista" do Brasil, que deu ilusões de crescimento ao povo, mas atolou o país em dívidas externas, inflação e consequente recessão. Por mais que desejemos que o país cresça rápido, cumprindo a promessa oitentista de dividir o bolo, precisamos ter essa responsabilidade de não provocar um pseudo-desenvolvimento, e isso talvez justifique o receio do governo em tomar medidas mais drásticas. A questão que fica é se seria realmente necessário tanto cuidado ou se deveríamos aproveitar o bom momento da economia nacional para arriscar uma última pastilha. 22 janvier Miolos...Eram seis da manhã, e a padaria certamente estaria aberta. Eu atravessei a rua morta, ainda sonolento e bocejando, para ver se achava algum café. Era sábado, e odiava ter acordado tão cedo. Mas, como dizem, não se manda nos sonhos, e muito menos em nossos pesadelos. E, como aquele em particular se repetisse todas as vezes em que eu teimava em cerrar meus olhos, desisti de um pouco mais de descanso e saí.
A porta estava fechada. Estranho, muito estranho. Em geral a padaria ficava lotada nos sábados pela manhã - pessoas voltando de festas que já passavam por lá para colocar alguma comida nos estômagos forrados de álcool. Eu já me divertira algumas vezes, em outros dias de pouco sono, com os bêbados que por lá apareciam e colocavam os funcionários em situações para lá de embaraçosas. Aliás, tão embaraçosas quanto a minha naquele momento. Por que diabos estava fechada?
Cocei a cabeça, olhei para os lados. Nenhuma viva alma. Cocei de novo a cabeça, e sentei na escadinha em frente ao estabelecimento. Não havia muito que eu pudesse fazer além de esperar. Se resolvesse voltar para casa, com a minha sorte, a padaria se abriria tão longo eu tocasse a chave na fechadura. Além do mais, eu não havia jantado na noite anterior e estava um bocado faminto. Talvez alguém passasse por ali, e eu pudesse perguntar se tinha alguma notícia. Então resolvi continuar sentado e esperando.
Acabei adormecendo com a cabeça apoiada nos braços, e esses nos joelhos, e fiquei com uma porcaria de marca vermelha na testa. Olhei para os lados, e vi que continuava sem ninguém nas ruas. O sol já estava mais alto, devia ter se passado quase uma hora de sono na rua, e ninguém teria passado por ali? Olhei para trás, a padaria continuava fechada. Comecei a ficar preocupado. Corri para casa e liguei a televisão, talvez algum plantão explicasse o que estava havendo. Nada. Só estática e tela azul. Peguei o celular, liguei para minha mãe. A gente sempre liga para as mães nessas horas. Uma voz humana, finalmente. "O número chamado encontra-se indisponível ou fora da área de cobertura". Diabos, odeio minha operadora.
Será que era algo como "A Volta dos Mortos-Vivos"? Sei lá, talvez tivessem chegado a ir lá em casa, mas tiveram a impressão de que meus miolos não seriam muito apetitosos. Lembrei de um manual de sobrevivência a zumbis que li um pouco antes por aí, e resolvi seguir os procedimentos. Tudo bem, era uma idéi idiota e absurda, mas a situação toda parecia ser idiota e absurda! O que o manual dizia mesmo? Droga, nada de escopeta em casa. Será que faca de cozinha serve?
Pus tudo que consegui na mochila. Ok, agora um shopping center. Mas quinze minutos e nada de ônibus. Será que os zumbis comeram os motoristas? Certo, eu poderia ir a pé a um shopping, ia demorar quase uma hora, mas eu estaria seguro e com tudo que precisasse. Se bem que se meia dúzia de zumbis aparecessem no caminho tudo que eu tinha era uma faca de serra de cozinha e um desodorante com uma caixa de fósforos, que eu sonhava que funcionassem como lança-chamas. Filmes de ação demais na cabeça. Fui para o shopping com o mp3 player tentando encontrar alguma rádio, mas tudo que eu ouvia era estática. Dez minutos depois desliguei, podia precisar de usar as pilhas.
Estranho. Não havia marcas de sangue nas ruas, ou corpos espalhados. Não parecia uma invasão de zumbis. Talvez abdução em massa. Será que não me acharam interessante para pesquisa? ETs idiotas, não sabem o que estão perdendo. Mas, e se fosse como no "Guerra dos Mundos"? Melhor ficar na moita, e embaixo das árvores, me escondendo. Ou será que seria algum tipo de pesadelo como os que eu sempre tinha?
- EI, MOLEQUE! ACORDA!
Ah, uma voz familiar. Abro os olhos, sinto a maldita marca vermelha na testa. Mas é seu Alfredo, o "gentil" dono da padaria em frente à minha casa.
- Tá dormindo aí desde que hora? Quer alguma coisa na padaria? Tá assustando a clientela, acham que é um menino de rua.
- Só dois pãozinhos mesmo, seu Alfredo. Obrigado. Aliás, posso te fazer uma pergunta?
- Fala.
- Já assistiu "A Volta dos Mortos Vivos"? 17 janvier Diário de um injustiçadoQuarta-feira, 17 de janeiro
Eu juro que mato o idiota que fez isso comigo. Tudo bem que eu estivesse meio alterado, mas esperar eu pegar no sono para chamar aqueles brutamontes e me trazer pra cá à força foi demais. Será que foi aquele meu vizinho? Sabia que devia ter pegado ele também, e feito a mesma coisa que fiz com o cachorro dele. Deixei o bichinho cheio de lindas marcas de pneu, he he.
Sexta-feira, 19 de janeiro
Ontem passei o dia dopado. Tentei derrubar o enfermeiro que veio me levar pra sessão de terapia em grupo. Mas também, quer o quê? Vou lá para ver uma mulher ridícula com cara de hippie new age me falando que eu sou uma sementinha. Sementinha? Ainda vou falar o que ela faz com as sementinhas dela... E o pior é aquele bando de maluco em volta. Tem um cara que tá me secando, acho que ele gosta de macho. Devia apresentar ele para o meu vizinho, esperar os dois ficarem juntos na casa e tocar fogo. He he, ia ser divertido. Ah não, lá vem o enfermeiro de novo, só que com o olho roxo de ontem. Será que ele vai querer se vingar?
Sábado, 20 de janeiro
Ontem foi dia de terapia individual. O psiquiatra quer saber o porquê do meu ódio pela humanidade. Ele não entende que estão todos podres, e fadados a morrer de qualquer forma. Até ele. Aliás, senti ele tremer inteirinho quando eu disse isso fazendo cara de mal. Será que isso funciona com o enfermeiro? Eu gosto de ir para essas sessões com o psiquiatra. Ele tem medo de mim, então eu faço uma pose ainda mais amedrontadora. Acho que a próxima sessão teremos enfermeiros grandões na sala me vigiando. Como se isso fosse o suficiente...
Terça, 23 de janeiro
Aquele porco imundo do enfermeiro resolveu se vingar do olho roxo de outro dia e me sedou até hoje cedo. Acordei com uma puta dor de cabeça, mas pelo menos escapei da sessão de terapia de grupo. Ainda tem outra amanhã, mas hoje eu vou matar o enfermeiro, então devo estar enrolado com outras coisas amanhã. Consegui um trabalho perfeito afiando aquela faca de plástico idiota que dão para a gente. Agora eu simulo uma convulsão e pego ele quando destrancar a sala. Vou direto no pescoço.
Sábado, 27 de janeiro
Passei a semana enrolado por causa da morte idiota do enfermeiro idiota. Fizeram todo um drama, o diretor perguntou se eu entendia o que havia feito à família dele, e o blá blá blá de sempre. Perguntei ao diretor se ele queria que eu fizesse o mesmo com a dele e acordei hoje com tantas marcas de seringa no braço que parece que escreveram algo em braille no meu braço... Agora preciso arquitetar minha fuga. Vou acabar com aquele meu vizinho, aí me mandam para cá de volta. Acho que preciso tomar cuidado com isso, vou acabar me acostumando com a segurança desse lugar. Pena não ter uns cachorros para eu me divertir. Será que se eu pedir um pro diretor ele me dá? 13 janvier PavioHoje eu queria escrever um conto. Sobre um policial que, ao final de um cansativo dia de expediente, recebe um chamado e tem que tentar impedir um suicídio. E ele consegue, mas as coisas que o homem lhe diz alteram definitivamente sua vida. Uma semana depois ele descobre que o homem acabou se matando de qualquer forma, e passa muitos anos remoendo, aos poucos, o que ouviu naquele momento. Ao fim, ele acaba se suicidando também. Juro que queria escrever esse conto. Acho a temática brilhante e, com um pouco de sorte, eu conseguiria usar a técnica apropriada e abordá-la de uma forma decente, quem sabe até legível ou interessante! Mas não dá, não tenho ânimo para isso. Para nada, na verdade. As coisas finalmente parecem estar entrando nos eixos, minha vida parece estar dando certo. Agora vai! Relativo sucesso profissional, a carreira engrenando. Mas não dá. Ainda sou uma negação com pessoas. Eu simplesmente não as compreendo. Não só as mulheres, que ninguém entende mesmo. Todos! O ser humano é a criatura mais complexa de se entender, não só fisiologicamente, mas psicologicamente, socialmente e qualquer "ente" que se desejar. Eu me sinto deslocado o tempo inteiro, como se minhas emoções, sensações e percepções das coisas fosse uma exceção, uma fuga. Eu me sento na janela, e balanço as pernas do lado de fora. Por que todos têm que ser tão estranhos? Tão diferentes? Uma mulher lá embaixo acaba de me ver pendurado e grita, como se realmente se importasse com o que eu planejo fazer. Outras começam a se aglomerar e comentar, ajudando a criar uma maldita esquete tragicômica. Eu rio, e começo a acenar lá para baixo, como se me despedisse. Uma garota começa a chorar na esquina. Eu não entendo essas comoções sociais em massa. Por que? E daí se um maluco perde a coragem para continuar lutando a vida e resolve dar cabo da própria? Eu olho para as nuvens acima. O dia está nublado, mas algumas nesgas de azul irrompem eventualmente. Então eu olho de novo para as pessoas, e o número delas só aparenta aumentar. Alguns carros se aproximam também. Então eu entendo que elas não estão preocupadas comigo. Algumas talvez, mas a maioria só quer uma boa história para contar em casa, no trabalho ou no boteco mais tarde. Bando de urubus! Eu ouço as duas primeiras batidas na porta. Será que um homem não pode morrer em paz nesse mundo? Eu só quero um pouquinho de privacidade para pular da sacada, é difícil assim? Um último desejo de um homem. Eu me preparo para gritar, mandando-os embora. Sei que não vai adiantar, eles vão continuar querendo entrar de qualquer forma. Então eu penso ter ouvido uma frase, e paro. Abro um pequeno sorriso, e peço que o homem atrás da porta repita. - Polícia, senhor! Abra essa porta, eu só quero conversar! 10 janvier In God We TrustNão vou mentir. Há muito tempo estou buscando uma forma de usar esse título. É uma das frases mais famosas da história, talvez por estar cunhada naquela que já foi uma das mais fortes e importantes moedas da economia mundial - o dólar.
Devo agradecer aos bispos (bispos?) Estevam Ernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Ernandes por isso. Afinal, se não fossem as acusações de estelionato e lavagem do dinheiro obtido em sua Igreja Apostólica Renascer em Cristo eu jamais poderia citar a curiosa associação entre religião e dinheiro presente nas moedinhas do dólar americano. Por que, afinal, está cunhado na moeda americana que os ianques confiam em Deus?
Minha teoria é de que a intenção original era mostrar que a nascente democracia (pós-Guerra de Independência) norte-americana era cristã e tinha valores morais e sociais elevados. Uma intenção aceitável, aliás. Religião sempre foi um elemento, voluntário ou não, de manutenção de um status quo importante para o surgimento de uma nação civilizada após uma violenta guerra de libertação. Mas os bispos, (ah! esses bispos!) deram um novo valor à frase. Afinal, seus fiéis chegavam à beira do altar (ou à boca do caixa, como prefiram) e diziam "Em Deus confiamos". E depositavam seu suado dinheirinho. Ou vale-transporte. Ou ticket alimentação. Será que também aceitavam cartão de débito?
Agora eles estão, oras que curioso, nos EUA. E devem estar morrendo de medo de voltar ao Brasil, com Justiça, Receita Federal e toda a imprensa em cima. Por que o medo, senhores bispos? Onde foi parar a vossa fé? Não confiam na justiça dos homens, por isso precisam de um advogado em busca de habeas corpus? Onde estão seus fiéis agora? Será que eles viraram as costas? Aqueles malditos judas! Sempre crucificando quem tenta ajudá-los!
Não há nada mais vergonhoso do que abusar da fé do outro. É o que já faziam muitos de nossos políticos, e nós sempre os perseguimos por isso. É o que o senso comum sempre disse sobre igrejas evangélicas, também - que eles abusavam da fé de seus fiéis para, com o dinheiro arrecadado, contruir templos de soberba. Por mais que eu não quisesse acreditar, sempre vi que isso de fato acontecia. Mas não tão assim, escancarado, aos olhos dos homens e de Deus.
In money we trust. And only in money.
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