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21 juin Musguinha pra variarEntão... não é só pq é a banda do meu primo não, mas o som é legal também... tô recomendando o CD do Rollin' Chamas... pra mim são os Mamonas Assassinas do underground... Vou deixar a letrinha duma música fera deles, eu gosto pelo estilo msm... dêem uma sacada.
Calango (Thiago, Fal, Hxhx, Leozinho. Letra : Zé Peixeira)
Calango matou um boi
Retalhou, botou na telha
Lagartixa foi bulir
Galangou meteu-lhe a peia
Lagartixa foi dar parte
Calango foi pra cadeia...
Calango quando saiu
Foi reclamar pra Santo Deus
Santo Deus pegou a bicha
Que ali mesmo ela morreu
Lagartixa vingativa
Foi falar com Satanás
Satanás, bicho tinhoso
"Vou dizer como é que faz!"
Vou te dizer como é que faz!
Vou te dizer como é que faz!
Satanás disse lhe ajudo
Mas eu quero a sua alma
Lagartixa vingativa
"Me diga como é o inferno"
Satanás, bicho tinhoso
Lá é bom, lá é moderno
Lá tem ar-condicionado
Mc Donalds, fast-food
Coca cola bem gelada
Lá ninguém quase trabalha
Satanás, bicho tinhoso
Claro, eu sei, c tá gostando
Porque Deus é brasileiro
E o capeta é americano!
E o capeta é americano!
E o capeta é americano!
E o capeta é americano!
E o capeta é...
Essa história muito estranha
Ninguém sabe onde se deu
Calango sanguinolento na
Cadeia apodreceu
Lagartixa vingativa
Sua lição não aprendeu
Hoje queima no inferno
Por querer brincar com Deus
Ela quis brincar com Deus!
Ninguém brinca com Deus!
Ela quis brincar com Deus...
19 juin Pra variar...Pois é... quase um mês depois do meu último post eu estou de volta! E como sabem, isso não significa q eu voltarei a postar com frequência não, só significa q eu arranjei um pouco de tempo para escrever... simples assim. Como de praxe, um continho curto e singelo... E eu tenho pensado em começar uma espécie de livro... assim... toda semana eu posto um capítulo, ou uma parte de capítulo, sei lá. O q acham?
Um Dia
Eduardo levantou cedo aquele sábado. Queria aproveitar bem o fim de semana, afinal fora uma semana de cão na escola. Provas, trabalhos, seminários... De tudo um pouco, e sem descanso. Ainda entrara em alguns grupos preguiçosos, acabava ficando com o trabalho todo para si e era naturalmente bom demais para reclamar. Na verdade, era bom demais para fazer qualquer coisa. Filho atencioso, aluno aplicado, amigo fiel: o típico garoto de ouro, orgulho da família.
Vestiu-se rapidamente, fez a higiene pessoal e desceu a escada devagar, se dirigindo à cozinha. Estranhamente não havia ninguém lá- nem a empregada que já deveria ter chegado, nem a avó que sempre acordava mais cedo que ele. Deu uma olhada na área de serviço, mas também não havia ninguém por lá. Não se arriscaria a gritar por alguém, pois sabia que os pais gostavam de aproveitar o fim de semana para dormir até mais tarde e que viria bronca na certa se os acordasse. Subiu as escadas em direção ao quarto da irmã, talvez ela soubesse de algo. Abriu a porta com cuidado, com medo de acordá-la, e também não havia ninguém lá- a cama estava arrumada como se ninguém tivesse deitado nela por anos.
Já com o coração aos pulos, correu para o quarto dos pais. Havia algo muito errado naquele dia, e esperava que os pais soubessem o que havia ocorrido. Abriu a porta já sem se preocupar com o barulho que fazia e viu o que já imaginava, apesar de desejar que não fosse verdade: ninguém, a cama arrumada, o quarto impecável. Mas o que estava acontecendo? Todos saíram e ninguém o avisara? Correu em busca de um bilhete qualquer pelo quarto, um aviso com um "Fomos à feira, voltamos logo". Nada. O desespero foi tomando conta do garoto. "O Seu Francisco!"- lembrou de sobressalto. Seu Francisco era o vizinho aposentado, que lavava o carro todos os sábados bem cedo. Talvez ele tivesse visto algo. Desceu a escada em três pulos e correu pela porta afora.
Aquela era de longe a visão mais estranha que já tivera. Sabia que a vizinhança era pacata, que nada acontecia por ali mesmo (até se lamentava às vezes por isso), mas nunca vira sua rua daquele jeito. Ninguém na rua. Ninguém. Nem mesmo um carro passando ao longe, em uma esquina qualquer. Um silêncio que incomodava mais do que qualquer barulho aos ouvidos do garoto. O carro de seus pais estava lá, parado na porta, mas sem ninguém dentro. Seu Francisco não estava na porta lavando seu automóvel, e olhando bem a casa do vizinho parecia até mesmo abandonada naquele momento. Eduardo começou a correr pela rua, olhando pelas janelas e gritando por alguém, mas sem resposta. Com o coração aos pulos, chegou à conclusão de que estava sozinho. Sozinho como jamais estivera, e aquela não era uma sensação boa como ele esperava que fosse quando gritava para que o deixassem sozinho, que não o incomodassem. Será que que seu desejo tinha se tornado realidade? Será que se ele desejasse o contrário as pessoas voltariam? O garoto pensou na possibilidade, fechou os olhos e visualizou todos de volta. Abriu os olhos e nada- tudo continuava parado, estático. Ninguém voltara. O garoto se sentou na calçada, olhou uma última vez para os lados, colocou o rosto entre as mãos e chorou. |
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