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3 juillet

Troféu Tristan Tzara de Composição: Do Leme ao Pontal

 
Novamente, nada de posts essa semana. Estava ocupado com a última semana de aula pelos (espero) próximos 6 meses, no mínimo, e por isso não pude... Olha aí, lá estava eu me explicando novamente para vocês. Momento blasé funcional de novo. Essa semana temos um grande cantor. Um grande mesmo, tanto que acabou não tendo mais espaço aqui e foi parar no céu (nossa, que horrível! - a forma da piada, não o conteúdo). Com mania de falar durante as letras e uma voz inconfundível, ele imortalizou poesias como "Azul da Cor do Mar", entre outras. Com vocês, Tim Maia derrapa em "Do Leme ao Pontal".
 
"Do Leme ao Pontal
Não há nada igual
Do Leme ao Pontal
Do Leme ao Pontal!
Não há nada igual..." (3x)
 
Explico aos incautos: a orla carioca se estende por cerca de oitenta quilômetros, indo... do Leme - bairro nobre da Zona Sul - ao Pontal, que não tenho a menor idéia de onde fica. Juro, não tem "Pontal" no Wikipedia, e o Google também não dá sinal da existência de tal localidade, o que significa claramente que ele é uma criação da mente perturbada de Tim. Se não está no Google, não existe. Sem contar a ênfase no fato de não haver nada igual à tal orla. Mentira! Tudo quanto é praia brasileira tem mulher bonita, sol, água de coco e arrastão. Fica a impressão de que ele pensa que, se falar um monte (um monte mesmo) de vezes a mesma coisa, aquilo vai se tornar verdade. De qualquer forma, deixo um elogio ao mérito de fazer uma música que glorifica o Rio, algo raro na nossa MPB. E sim, eu estou sendo irônico.
 
"Olha o breque!

Sem contar com Calabouço
Flamengo, Botafogo
Urca, Praia Vermelha..."
 
Deixei o "Olha o breque" para que os fãs saudosos lembrassem da adorável mania do rechonchudo cantor de salpicar frases no meio da música. E logo em seguida vem uma sequência de (presumo) praias. Problemático. Alguém se candidata a dar um passeio na praia de Calabouço? Ou na Praia Vermelha, que só pode ter esse nome graças a um combo de poluição com algas ou sangue? É, talvez não exista nada igual mesmo. Até vou deixar de lado as praias do Flamengo e Botafogo, para não semear discórdias futebolísticas por aqui. Ou não: ARRÁ, URRÚ, EU SOU LDU! Obrigado.
 
"Tomo guaraná, suco de caju
Goiabada para sobremesa...(17x)"
 
Isso aí em cima vem logo depois de mais 3 vezes de "do leme ao pontal não há nada igual" e outra sequência de praias da morte. Sabe, esse número aí entre parênteses é sério. É sério, eu contei! Não me espanta que Tim Maia tenha ficado com uma barriga daquele tamanho: o cara almoçava um guaraná com suco de caju só para depois emplacar aquela goiabada, que certamente também vinha com um queijo minas bacana, formando a famosa dupla Romeu e Julieta. Dezessete vezes. Juro por Deus que depois de um dia nesse ritmo eu surtava, e a próxima vez que visse um copo de guaraná eu criaria várias Praias Vermelhas por aí. E me certificaria de que nada igual ocorresse novamente.