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22 août Correções Históricas (atrasada): Vida de PegadorComo podem imaginar, essa é a nova seção fixa do blog, e que já começou bem. Bem atrasada. Era para ter sido publicada na terça-feira, mas eu sou preguiçoso que dói e resolvi ficar assistindo Simpsons em casa, debaixo de um edredon. E ao diabo com minhas obrigações como blogueiro! Discursos à parte, a Correções Históricas tem a minha cara: sou eu tendo a presunção de corrigir a história e atribuindo a conceitos estabelecidos ao longo dos séculos pela sociedade o caráter de "erro". Assim, começo revisando a concepção clássica da vida de um pegador.
Sempre sofri com isso. Todo nerd sofre. A gente passa o final da infância e a adolescência ouvindo a família, os colegas de escola, os primos mais velhos perguntando o tempo inteiro: "Ué, em casa sábado à noite?". Sim, por que? É proibido? Dá cadeia, multa e apreensão da CNH? Parece até que somos alguma sub-raça, doente e fadada à morte sem herdeiros. Não entendem que tem gente que simplesmente não é viciada em sair toda santa noite para a balada, oras. Aliás, palavra horrível essa. Balada. Não sei nem se vem das balas de revólveres envolvidos nas brigas de trânsito da madrugada ou da "bala" que bomba a diversão de playboys e playgirls pelo mundo.
Sou um cara caseiro, adepto de ficar em casa vendo um filminho tranquilo, jogando alguma coisa ou conversando na internet. Não sou anti-social, nem um eremita de quarto dos fundos. Só não tolero os amigos que chamam para sair e depois ficam zombando se recuso. Não é que eu não tenha dinheiro, normalmente até tenho, mas não entendo a lógica de gastar 200 reais com vodca em uma boate até ser capaz de beijar a garota mais feia do lugar.
Aliás, a relação entre mulheres e "baladas" é um capítulo à parte. Cansei de chegar ao final da noite e ouvir "Peguei 15, e você?", "Pô, beijei pelo menos umas 23". Juro que me sinto excluído por estar só com minha própria saliva na boca ao final da noitada. Só que isso não me chateia. Sou do tipo arcaico, que gosta de estar em um relacionamento, que prefere ter uma namorada a tentar lembrar dos nomes de pelo menos metade das periguetes da noite anterior. Poderia até ser considerado um cara romântico talvez. E adoro ser assim, mesmo que tenha que abdicar da diversão de pegar sapinho todo sábado à noite. 14 août Troféus Tristan Tzara de Composição: Cerol na MãoDepois de muito tempo ocupado com coisas realmente importantes para minha vida(diferente desse blog), eu voltei. Não é que de repente eu esteja com tempo sobrando, apesar de ser essa a mais pura verdade. Só trabalhar cansa, mas nada que dormir até dez da manhã não resolva. Desse modo, resolvi reativar esse pequeno espaço de libertinagem de expressão, para aqui deixar algumas de minhas pérolas de sabedoria pensadas e coletadas ao longo de tediosos dias de trabalho. Ou seja, volto a postar nessa joça. Ah, e com novidade: a partir de agora, todas ("todas? não me faça rir") as terças teremos uma seção fixa, cujo nome ainda definirei, já que não pensei em nada engraçado até o momento. Assim, deixo vocês com a outra seção fixa ("fixa?") do blog e uma maravilha do funk carioca, que fez muito sucesso no começo do século. Bonde do Tigrão "canta" "Cerol na Mão".
"Quer dançar, quer dançar
O Tigrão vai te ensinar
Quer dançar, quer dançar
O Tigrão vai te ensinar"
Começou mal. Muito mal. Não sou exatamente um zoológo experiente, mas até onde eu consigo me lembrar, nunca vi um tigre dançando. É claro que já deve ter aparecido por aí em algum documentário da Discovery Channel a dança de acasalamento do tigre-d'água siberiano ou coisa do gênero, mas não consigo imaginar o gigantesco felino fazendo leves movimentos com as garras no ar e carinha de safado. Que, diga-se de passagem, era como os vocalistas dançavam. Memória tem dessas coisas.
"Vou passar cerol na mão
Assim, assim
Vou cortar você na mão
Vou sim, vou sim
Vou aparar pela rabiola
Assim, assim
E vou trazer você pra mim
Vou sim, vou sim"
Que feio! Todo mundo sabe que cerol é proibido! Assim como deveria ser comparar uma mulher a uma pipa. Típico trocadilho infame com a palavra rabiola que, para quem não sabe, é peça fundamental para pipas. É o que mantém o equilíbrio da dita cuja. Ou seja, comparar isso ao "popozão" das funkeiras não é só ridículo como cientificamente incorreto, já que bunda grande, todo mundo sabe, faz é tontear a dona e a molecada que observa. Não fiz pesquisa de opinião, mas acho que dificilmente eu conseguiria trazer uma mulher pra mim assim. Assim.
"Eu vou cortar você na mão
Vou mostrar que eu sou tigrão
Vou te dar muita pressão
Então martela, martela
Martela o martelão
Levanta a mãozinha, na palma da mão
É o bonde do tigrão!"
Três rimas difíceis demais da conta. Demais mesmo. Mão, tigrão, pressão... martelo? Não, martelão! Martelo na menina! Quero crer que isso seja a nossa tradução para o saudoso "Stop! Hammertime!", frase famosa de "U Can't Touch This". Ah, aquilo sim era funk! Funk raiz, como diriam os goianos. MC Hammer sim, era mestre na arte de martelar garotas. Ou tchutchucas. Que seja. No final todo mundo critica, mas dançava isso sim. E quem discorda, que levante a mãozinha para passar o cerol.
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